Perdoar e deixar ir.

“Eu já perdoei mas não esqueci!” Quantas vezes já disse esta frase? Eu confesso que já a disse algumas vezes… E não serve de nada. É uma mentira que dizemos a nós mesmas só para nos tentarmos convencer que de facto conseguimos perdoar, e tentamos assim sentir um alívio na nossa alma, na nossa inquietude. TENTAMOS, sim. É normal que não consigamos efectivamente sentir a paz inerente a um perdão sincero. Para mim, perdoar e não esquecer é não perdoar.

Para perdoarmos alguém, genuinamente, precisamos de “deixar essa pessoa ir”. Ou se ela ainda estiver presente nas nossas vidas, se optarmos por continuar a contar com a sua presença, o perdão refere-se a deixar aquela pessoa ir, no momento específico em que nos magoou. Faz sentido para si? Congelar o momento na sua mente, congelar a pessoa, e perdoá-la nesse momento, para que no futuro possamos continuar a contar com essa pessoa nas nossas vidas, num novo contexto de perdão.

Como se perdoa alguém genuinamente? Aconselho a realização de um exercício que tem ajudado muitas Clientes minhas.

Pegue num papel em branco, e numa caneta. Num local seguro, silencioso ou onde se sinta em paz.

Depois, escreva o nome dessa pessoa no topo do papel, completando a seguinte frase: “Eu decido perdoar _____”.

Depois, faça as seguintes reflexões, e escreva as respectivas conclusões nessa folha:

1. O que eu gosto em ti.

2. O que eu opto por aceitar em ti.

3. O que eu sentiria falta em ti.

4. O que eu quero que recordes da nossa relação.

Faça este exercício unindo a mente e o coração, para que o perdão seja de facto genuíno.

Adorava saber como correu, por isso sinta-se à vontade para me dar o seu feedback sobre esta experiência libertadora!

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