A impostora.

Você já sofreu deste síndrome? Eu já, confesso. Este pode ser um dos artigos mais pessoais que já escrevi, mas sinto que o devo fazer porque sei que vou ajudar quem está desse lado, que tão simpaticamente lê os meus textos, e que me acompanha.

Conto porquê: Quem conhece a minha história sabe que ocupei alguns cargos interessantes nas empresas por onde passei. Praticamente todos foram de chefia e middle management, o que implicava lidar com várias pessoas, reportar, motivar, gerir crises, entre outras tarefas. Mas, principalmente numa empresa por onde passei, senti que não era boa o suficiente, que estava naquele cargo por sorte, e que de facto os meus pares mereciam mais estar ali do que eu. Senti que apenas cheguei lá porque trabalhei muito, e não por mérito ou até carisma, como eles. Todos eram muito mais velhos que eu, com mais experiência. E eu estava ali no meio, uma miúda, e não me sentia de facto ao mesmo nível. Sentia-me uma impostora. Sim, parece forte, mas de facto foi muito desafiante lidar com este sentimento, e ultrapassá-lo.

Quando ouvia os parabéns por ter chegado tão longe, não os agradecia, não dava razão às pessoas que tão amavelmente pensavam isso de mim. Não me sentia merecedora daquela posição, daquele vencimento, daquelas condições.

Confesso que fiquei muito aliviada quando descobri que não era a única no mundo a sentir isto, e que muitas Mulheres passavam pelo mesmo, até atrizes de cinema bem conhecidas! Falamos do Síndrome da impostora.

Isto acontece quando achamos que não merecemos o cargo, a posição que ocupamos. Achamos que temos de trabalhar mais horas que os outros, que nos temos de esforçar mais para conseguir estar ao nível das pessoas que são melhores que nós de forma natural (pensamos nós).

Felizmente, hoje estou melhor, muito devido ao Coaching que faço com as minhas Clientes (sim, Coaching é um processo onde eu também cresço, aprendo e evoluo, muito!), e muito devido ao auto-coaching que pratico. E porque ainda hoje e para sempre sou um ser humano em evolução.

E você, já se sentiu uma impostora em algum momento da sua vida?

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